quinta-feira, 5 de março de 2026

SUS: mulheres vítimas de violência terão acesso a reconstrução dental




Mulheres vítimas de violência terão acesso a reconstrução dentária no Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo tratamento odontológico integral e gratuito. Serão oferecidos próteses, implantes, restaurações e outros procedimentos.


O anúncio foi feito nesta quinta-feira (5) pelo Ministério da Saúde. A ação faz parte do plano de trabalho anunciado ontem (4) para o enfrentamento ao feminicídio no país.

Segundo a pasta, o programa contará com o reforço de 500 impressoras 3D e scanners, que funcionarão em unidades odontológicas móveis distribuídas em todo o país. Em 2025, foram distribuídos 400 novos veículos e a previsão é que, até o fim deste ano, outras 800 unidades entrem em circulação.

“Se os homens não se engajarem no enfrentamento à violência contra as mulheres, a gente não vai ganhar essa batalha. As mulheres já lutam por isso há muitos anos, há décadas. Está na hora dos homens entrarem com mais força nessa luta. E a gente, que é da área da saúde, mais ainda”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Mais cedo, a pasta informou que solicitou à Organização Mundial da Saúde (OMS) a inclusão da categoria feminicídio na Classificação Internacional de Doenças (CID-11). O objetivo é dar maior visibilidade aos óbitos de mulheres motivados por desigualdade de gênero – atualmente registrados de forma genérica como agressão.

Agência Brasil

 

Estudos sobre Comunidade Quilombola Macambira retornam à comunidade em seminário



Duas dissertações de mestrado que analisam aspectos da Comunidade Quilombola Macambira, localizada no município de Lagoa Nova, a 214 km de Natal (RN), foram apresentadas à própria comunidade durante seminário organizado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão Territórios do Semiárido (Semiar), vinculado ao Departamento de Geografia do Centro de Ensino Superior do Seridó (Ceres), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A informação foi publicada no Portal da UFRN.


Com foco nas percepções das mulheres quilombolas sobre o território — especialmente no que diz respeito aos conflitos e às formas de resistência —, os dois trabalhos foram orientados pelo professor Leandro Vieira Cavalcante, docente do Departamento de Geografia do Ceres e coordenador do Semiar. Segundo os organizadores, o seminário teve como princípio a construção coletiva do conhecimento, desde o início do processo de pesquisa, reforçando o papel social das dissertações e da própria universidade. A iniciativa também reconhece o protagonismo das mulheres enquanto produtoras de saber.
Quintais produtivos e complexos eólicos

Uma das dissertações, de autoria de Maria Flávia Dantas da Cruz, foi desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Geografia (GeoCeres/Caicó) e teve como objetivo analisar as contribuições dos quintais produtivos para o fortalecimento da convivência com o semiárido na Comunidade Quilombola Macambira, a partir do trabalho realizado pelas mulheres. O estudo demonstrou que os quintais produtivos constituem importante instrumento de resistência, ao promover novas formas de existir e resistir na comunidade, dinamizando o território por meio da construção de modos de vida sustentáveis.

A outra dissertação, de Rachel de Souza Maximino, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Estudos Urbanos e Regionais (PPEUR/Natal), buscou analisar, sob a perspectiva das mulheres quilombolas de Macambira, os impactos da instalação e da operação de complexos eólicos sobre seus corpos-territórios, bem como sobre os papéis de gênero e as estratégias de resistência na comunidade.

A pesquisa evidenciou as relações entre os conflitos socioambientais e seus desdobramentos nos corpos das mulheres, além de apontar como as dinâmicas de gênero e as formas de resistência se expressam e se materializam no território.

Para o professor Cavalcante, a atividade reveste-se de grande relevância por se constituir como espaço de validação social do conhecimento produzido a partir de pesquisas comprometidas ética e politicamente com a realidade da comunidade. Segundo ele, ao socializar resultados construídos coletivamente com as mulheres quilombolas, rompe-se com a lógica acadêmica tradicional de produção isolada do saber, reconhecendo-as como sujeitas centrais do processo investigativo.

Ainda de acordo com o docente, a ação reafirma a pesquisa como prática dialógica, na qual a universidade se posiciona de forma horizontal em relação à comunidade, fortalecendo o reconhecimento dos saberes locais e das experiências vividas no enfrentamento aos conflitos decorrentes dos empreendimentos eólicos.

Durante o seminário, as próprias mulheres da comunidade puderam debater os resultados e refletir sobre as contribuições das pesquisas para o fortalecimento das estratégias coletivas de resistência.

A atividade reuniu 90 participantes, que acompanharam as apresentações e destacaram a importância dos estudos para o fortalecimento das lutas comunitárias em Macambira. Estiveram presentes mulheres dos municípios de Lagoa Nova, Bodó e Caicó, representando dez grupos, além de integrantes da Cáritas Diocesana de Caicó, do coletivo Seridó Vivo e da UFRN.
Mulheres empoderadas

Segundo Idaianna Maria, quilombola de Macambira, as pesquisas contribuíram para evidenciar o quanto as mulheres da comunidade são conscientes das problemáticas que enfrentam e atuam de forma empoderada. Ela ressaltou a emoção de ver a história da comunidade narrada pelas próprias mulheres, por meio das dissertações, e parabenizou o compromisso assumido pelas pesquisadoras.

Para Maria Flávia Dantas da Cruz, o momento de validação social representou etapa fundamental do processo, ao possibilitar a apresentação dos resultados e a devolutiva do conhecimento à comunidade. Ela afirmou que foi muito gratificante receber a aprovação das quilombolas, bem como perceber o reconhecimento de suas próprias potencialidades e da resistência que constroem no território.

Rachel de Souza Maximino também destacou a importância do encontro. Segundo ela, o momento de validação foi especialmente emocionante, pois confirmou que a pesquisa conseguiu expressar as experiências vividas pelas mulheres de Macambira. Após a apresentação, a pesquisadora se emocionou ao relembrar as idas a campo e os momentos compartilhados com a comunidade.

Ela enfatiza que a universidade deve desenvolver pesquisas comprometidas com a construção de um futuro mais justo para a população. Por isso, iniciativas como a realização dos estudos e a devolutiva à comunidade — assim como a atuação de grupos como o Semiar — são fundamentais.

O orientador dos trabalhos reforça, por fim, a necessidade de a universidade ampliar o diálogo com as comunidades tradicionais, desenvolvendo ações de pesquisa e extensão voltadas para e com os sujeitos dos territórios, com compromisso político, ético e acadêmico, a exemplo da práxis adotada pelo Semiar.

quarta-feira, 4 de março de 2026

TRE-RN adquire cadeiras de rodas para Sede e Zonas Eleitorais


O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte adquiriu 68 cadeiras de rodas para serem distribuídas entre a Sede, o Centro Operacional da Justiça Eleitoral e as 60 zonas eleitorais do Estado. A medida visa reduzir barreiras físicas e garantir mobilidade a eleitores com mobilidade reduzida, temporária ou permanente.

O objetivo é assegurar que o eleitor tenha acesso digno e seguro aos serviços da Justiça Eleitoral, especialmente em períodos de maior fluxo. A iniciativa integra as políticas institucionais de inclusão e atendimento humanizado, reforçando a eliminação de obstáculos físicos e a oferta de ambientes acessíveis e acolhedores para toda a população.

A aquisição das cadeiras foi feita com base em um levantamento da Seção de Gestão Patrimonial, que estimou a quantidade considerando ausências atuais e demandas de reposição, e serão usadas em situações emergenciais, eventos e rotinas diárias.

Os equipamentos deverão trazer mais segurança, autonomia e conforto a quem necessita circular pelos espaços do Tribunal e das zonas eleitorais.

Bombeiros alertam para riscos em açudes e barragens durante período chuvoso no RN


O boletim pluviométrico divulgado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) aponta registros expressivos de chuva em diversas regiões do estado nas últimas 24 horas. Os dados consideram o período entre 7h de terça-feira (3) e 7h desta quarta-feira (4). O maior volume foi registrado na região Central, na cidade de Carnaúba dos Dantas, com 61,3 mm.

Ainda na parte Central do RN, tiveram acumulados elevados Fernando Pedroza, com 55,6 mm, e Caiçara do Rio do Vento, com 55 mm. Lagoa Nova registrou 48 mm, enquanto Santana do Seridó teve 29,4 mm. Já na região Leste, Pureza registrou o maior volume, com 42,6 mm. Em Macaíba, o acumulado foi de 33,6 mm. A capital potiguar também teve chuva significativa, com 26,7 mm. Taipu e São Gonçalo do Amarante registraram 20,2 mm e 10,8 mm, respectivamente.

No Agreste potiguar, o município de Sítio Novo registrou 55 mm no período. Em Japi, o acumulado foi de 38 mm, seguido por Bom Jesus, com 33,6 mm. Barcelona e Parazinho também tiveram volumes superiores a 20 mm. Já na região Oeste, o maior registro ocorreu em Martins, com 52,4 mm. Governador Dix-Sept Rosado teve 32,6 mm, enquanto Serra do Mel registrou 31,4 mm.

Os dados fazem parte do monitoramento diário realizado pela Emparn para acompanhar o comportamento das chuvas no estado durante o período chuvoso.

Ouro no RN: acordo amplia em 82% potencial de reservas



Um acordo celebrado entre a mineradora canadense Aura Minerals e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) irá permitir a realocação de um trecho da BR-226, que atravessa parte da Mina Borborema, em Currais Novos, no Rio Grande do Norte, onde a empresa explora ouro comercialmente, no chamado Projeto Borborema. De acordo com estimativa da mineradora, a realocação da rodovia irá ampliar em 670 mil onças de ouro a base de reservas minerais da empresa no Estado, permitindo que a Aura alcance uma produção de aproximadamente 1,5 milhão de onças de ouro durante os 20 anos e 5 meses de vida útil da mina, 82% acima do estimado anteriormente. Segundo o DNIT, o acordo está em fase de assinatura entre as partes.

As informações foram publicadas pela Aura Minerals em fato relevante no último dia 26 de fevereiro. De acordo com o documento, a realocação da rodovia permite o avanço imediato na conversão de parcela relevante dos recursos minerais indicados (exclusivos das reservas minerais atuais) em reservas minerais prováveis.

A mina localizada em Currais Novos, na região Seridó, teve sua operação comercial iniciada em outubro de 2025. “Com a atualização do Relatório Técnico, a Aura amplia a sua base de Reservas Minerais em 82%, chegando a um total de aproximadamente 1,5 milhão de onças de ouro”, comunicou a empresa no documento. A estimativa é que a produção média anual ponderada seja de 65 mil onças de ouro.

No comunicado oficial da empresa, o presidente e CEO da companhia, Rodrigo Barbosa, afirmou que o acordo representa um marco para acelerar a geração de valor no Projeto Borborema. A empresa também destacou o potencial exploratório adicional do depósito, que permanece aberto em extensão e profundidade, indicando possibilidade de novas campanhas de sondagem para ampliar ainda mais o volume de onças contidas no ativo.

Com a atualização do estudo de viabilidade do projeto, os indicadores econômicos apontam para um Valor Presente Líquido (VPL) que totaliza US$ 612,5 milhões (ante US$ 182 milhões no estudo de viabilidade anterior). A Taxa Interna de Retorno (TIR), após impostos, é de 42,8%, considerando preço médio ponderado do ouro de US$ 2.274/onça ao longo de todos os anos operacionais e a taxa de câmbio de R$ 5,70 por US$ 1,00 a partir de 2025.

Ouro em Currais Novos

A mina Borborema está situada na Província Borborema, uma região reconhecida pela riqueza mineral. O depósito de ouro, classificado como orogênico, apresenta mineralização consistente, com veios de quartzo e sulfetos disseminados que garantem recuperações de ouro superiores a 92%.

O projeto é um dos principais em exploração mineral no Estado para os próximos anos, com investimentos da ordem de R$ 1 bilhão. A produção é exportada para a Europa.

 

Confira os dados das chuvas do dia 3 de março


Terça-feira, 3 de março foi de chuvas no município de Lagoa Nova. Pelo terceiro dia consecutivo,o terceiro mês do ano tem sido favorável para confirmar, que, o ano de 2026 será de um bom inverno.

Confira os índices pluviométricos anotados:

Sales | Baixa Grande | 40 mm
Francisca de Heleno | Sítio de Dentro | 63 mm
Mercadinho do Teté | Rua Antonio C de Macedo | 50 mm
Anselmo Albino | Sítio Filgueira | 33 mm
José Luiz | Sítio Ceará | 40 mm
Avistão Paraíso | Rua Manoel Luiz de Maria | 60 mm
Henrique Góis | Sítio de Dentro | mm
Canindé Julião | Macambira | 52,5 mm
Fábio Júnior | Filgueira | 45 mm
Zé Pedro | PA José Milanez | mm
Raimundo Ribeiro | Sítio Baixa Verde | mm
Eliene Santos | Sítio Filgueira | mm
Deca Borges | Sítio Canta Galo | 40 mm
Jean Carlo | Rancho Shalon Adonai | 60 mm
Nelson Coutinho | Restaurante Casa Di Taipa | mm
Fernando Bidon | PA Serrano | mm
Rosa | PA São Pedro | 47 mm
Lula Bidon | Sítio São Francisco | 70 mm

No decorrer das horas iremos atualizar os dados.

terça-feira, 3 de março de 2026

Mais de 63 mil famílias no RN podem perder o desconto na conta de energia por divergências cadastrais


Mais de 63 mil famílias em todas as regiões do Rio Grande do Norte correm o risco de perder o benefício da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), concedido pelo Governo Federal, por falta de atualização dos dados cadastrais. Para manter o benefício, que garante a gratuidade nos primeiros 80 kWh consumidos, essas famílias precisam seguir as novas regras que passaram a valer em janeiro de 2026 e que impactam diretamente o acesso ao benefício.

As famílias beneficiárias precisam atentar para os dados informados em relação ao endereço e titularidade da conta, prioritariamente. A nova regulamentação do Governo Federal estabelece que a titularidade da conta de energia elétrica deve pertencer ao responsável familiar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico), ao favorecido pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou a um dos integrantes do mesmo grupo familiar registrado no CadÚnico. Além disso, o endereço da unidade consumidora precisa ser idêntico ao informado no CadÚnico ou INSS (caso seja beneficiário do BPC/LOAS), sem divergências.

As novas regras visam evitar fraudes e garantir que o benefício chegue a quem realmente tem direito. Qualquer inconsistência entre titularidade da conta e cadastro social pode levar à perda automática do benefício.

Como atualizar os dados

Para manter o direito à Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), os clientes devem atualizar seus dados no Cadastro Único, especialmente em casos de mudança de endereço ou composição familiar, o que pode ser feito junto ao CRAS do município. Para o público BPC/LOAS, a atualização do endereço deve ser realizada em uma das agências do INSS.

Também é necessário solicitar a troca de titularidade da conta de energia, caso ela não esteja no nome de um dos beneficiários. O procedimento pode ser realizado pelos canais digitais da Neoenergia Cosern, como site e aplicativo, ou nas Lojas de Atendimento ao Cliente, mediante apresentação de documento de identificação e número da unidade consumidora.

A Neoenergia Cosern reforça que a atualização é simples, mas essencial para garantir a continuidade da gratuidade dos primeiros 80kWh consumidos e evitar impactos financeiros nas famílias de baixa renda.

Canais de Atendimento

Teleatendimento: 116. Gratuito, 24 horas, todos os dias da semana
Aplicativo: Disponível para os sistemas iOS e Android.
Atendimento para clientes fora do RN: 0800 283 0800

Educação financeira: como falar sobre dinheiro com crianças e adolescentes

 

Falar sobre dinheiro ainda é um tabu para muitos brasileiros — e isso pode ajudar a explicar os altos índices de endividamento no país. Em outubro de 2025, 79,5% das famílias brasileiras tinham algum tipo de dívida a vencer, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Diante desse cenário, especialistas são unânimes: a educação financeira deve começar na infância e acompanhar o desenvolvimento da criança até a adolescência.

Educação Infantil (3 a 5 anos)
Nessa fase, a aprendizagem acontece por meio das brincadeiras e situações do dia a dia. Simular um mercadinho, usar cofres coloridos e conversar durante as compras ajudam a criança a entender noções como escolha, troca e espera.

Ensino Fundamental I (6 a 10 anos)
É o momento ideal para ensinar a poupar, planejar e definir pequenas metas. A mesada pode ser uma ferramenta importante — mais do que o valor, o essencial é orientar e conversar sobre como usar o dinheiro.

Ensino Fundamental II (11 a 14 anos)
Com o forte apelo das redes sociais e das marcas, é fundamental falar sobre consumo consciente, influência da publicidade e responsabilidade nas decisões de compra.

Ensino Médio (15 a 17 anos)
Aqui, o foco é autonomia e preparação para a vida adulta. Planejamento de médio e longo prazo, organização do orçamento pessoal e noções básicas de investimento passam a fazer parte das conversas.

🔟 10 orientações essenciais para pais e responsáveis:
✔️ Fale sobre dinheiro com naturalidade;
✔️ Dê o exemplo no dia a dia;
✔️ Use situações cotidianas como aprendizado;
✔️ Adapte a linguagem à idade;
✔️ Ensine que toda escolha tem consequência;
✔️ Incentive o hábito de poupar;
✔️ Estabeleça combinados claros sobre mesada;
✔️ Converse sobre consumo consciente;
✔️ Inclua os filhos no planejamento de metas;
✔️ Valorize esforço, paciência e responsabilidade.



Educação financeira vai muito além de economizar: é sobre ensinar escolhas, limites, planejamento e responsabilidade para a vida inteira.

Prefeitura de Lagoa Nova abre pregão eletrônico para aquisição de peixe destinado a famílias do Bolsa Família


A Prefeitura Municipal de Lagoa Nova torna público que realizará Licitação na modalidade PREGÃO, na forma ELETRÔNICA (MENOR PREÇO POR ITEM), para Sistema de Registro de Preços.

Objeto: Registro de Preços para aquisição de peixe, destinado à distribuição continuada aos beneficiários do Programa Bolsa Família e às famílias em situação de vulnerabilidade e insegurança alimentar atendidas pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Lagoa Nova/RN.

A iniciativa tem como finalidade garantir a segurança alimentar e nutricional das famílias em situação de vulnerabilidade social, conforme condições, quantidades e especificações estabelecidas no Termo de Referência, nos termos da Lei nº 14.133/2021 e demais disposições legais pertinentes.

 Cronograma:


Início do acolhimento das propostas: 03 de março de 2026, às 11h00
Limite para acolhimento das propostas: 13 de março de 2026, às 09h00
Abertura das propostas: 13 de março de 2026, às 09h10
Abertura da sessão e início da disputa de preços: 13 de março de 2026, às 09h30


Chuvas elevam reservas hídricas, Dinamarca enche e Emparn divulga previsão para o inverno 2026

As chuvas dos últimos dias acrescentaram 50,6 milhões de metros cúbicos nos reservatórios públicos do Rio Grande do Norte, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (02) pelo Instituto de Gestão das Águas (IGARN). Como consequência, 36 dos 69 açudes e barragens monitorados pelos órgãos que cuidam da gestão dos recursos hídricos do RN apresentaram aumento no volume acumulado. É o caso das Oiticica, em Jucurutu e Dinamarca, em Serra Negra do Norte, e dos açudes Novo Angicos, Sossego, Pinga e outros de pequeno porte.



Segundo maior reservatório do Estado, inaugurado em março do ano passado, Oiticica estava com 138,8 milhões de metros cúbicos no dia 23 de fevereiro. A leitura realizada nesta segunda-feira (02), registrava 168,7 milhões.



A Dinamarca atingiu 100% da capacidade e começou a transbordar (processo popularmente conhecido como “sangria”) no domingo (1º). O reservatório tem capacidade total de 2,72 milhões de metros cúbicos. No relatório do dia 23 de fevereiro, acumulava apenas 226.088 m³, o equivalente a 8,3% da capacidade. O manancial é responsável pelo abastecimento do município.



“A mudança de cenário é radical”, comemorou o prefeito Acácio Brito, que na tarde desta segunda-feira acompanhava o trabalho dos técnicos do SAEE - Serviço Autônomo de Águas e Esgotos de Serra Negra – para restabelecer o sistema de abastecimento da cidade, feito por carros-pipa. As chuvas, explicou o prefeito, não encheram apenas o reservatório que abastece a cidade, mas as demais barragens de menor porte que ficam a jusante da Dinamarca. “Temos 28 quilômetros de calhas do rio (Espinharas) tomadas pelas águas. No mais tardar, amanhã, a rede [do SAAE, que leva água para a população da zona urbana] estará restabelecida.”





OUTROS RESERVATÓRIOS

O volume do açude Novo Angicos triplicou depois das últimas chuvas registradas na região de Angicos. Está agora com 2,1 milhões de metros cúbicos, o equivalente a 50,2% da capacidade de armazenamento. O “Sossego”, passou de 259 mil para 1 milhão de metros cúbicos (44%). O Japi II também recebeu água das chuvas e está com 8,9 milhões (43,5%). O Açude Pinga, em Cerro Corá, acumulava 26,2% da capacidade, que é de 3,9 milhões. Com a recarga que recebeu, está agora com 74,1%.



As três outras grandes barragens estão assim: Armando Ribeiro (1 bilhão m³, 42,1%), Santa Cruz do Apodi (321 milhões, 53,5%) e Umari (148,7 milhões, 50,7%). Localizada em Upanema, Umari é usada como ponto de captação de água por carros-pipas que abastecem municípios em dificuldades durante períodos de seca.



No domingo (1º), a barragem que fica no topo da Serra do Lima e que dá suporte ao Santuário de Deus Pai Todo Poderoso, em Patu, também transbordou. Os dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) mostram que o acumulado de chuvas em fevereiro, em Patu, foi de 339, 4 milímetros. É o fevereiro mais chuvoso do século 21.





INVERNO 2026

Na manhã desta segunda-feira, a Unidade Instrumental de Meteorologia da Emparn divulgou a previsão pluviométrica para os meses de março, abril e maio. Segundo o boletim climático, se nas próximas semanas persistir a tendência que vem sendo registrada de aquecimento no Atlântico Sul e resfriamento no Atlântico Norte, e condição de La Niña fraca no oceano Pacífico, o trimestre deverá apresentar chuva na condição de normalidade.





Março é um dos meses que mais chove no Rio Grande do Norte. Este ano, março deverá apresentar chuvas dentro do padrão normal, variando entre índices acima de 100 mm, na região Agreste, até valores superiores a 200 mm, no Alto Oeste. As chuvas nesse período são provenientes do sistema Meteorológico Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).



Assim como março, o mês de abril é um dos mais chuvosos no interior do Estado. A previsão para o período é de chuvas dentro do padrão normal, variando entre índices acima de 100 mm, no Agreste, até valores superiores a 200 mm no Alto Oeste. Essas precipitações também decorrem do sistema ZCIT.



O mês de maio é o último mês do período chuvoso das regiões Oeste e Central. As chuvas devem apresentar uma diminuição nos índices registrados, pois o sistema Meteorológico Zona de Convergência Intertropical começa a se deslocar para o hemisfério Norte, dando espaço para as instabilidades de Leste, que atingem as regiões Leste e Agreste do Rio Grande do Norte.



Para este ano, o mês de abril também deverá apresentar chuvas dentro do padrão normal, variando entre índices acima de 80 mm, na região Agreste; de 50 mm a 80 mm no Seridó; 80 mm a 100 mm na região Oeste; até valores superiores a 200 mm no Leste.



Segundo o meteorologista da Emparn, Gilmar Bristot, devido ao comportamento termodinâmico dos oceanos, com fenômeno La Niña numa intensidade fraca, em atividade no Pacífico e Atlântico Norte um pouco mais aquecido que o Atlântico Sul, as chuvas máximas esperadas, entre os meses de março e maio, em cada mesorregião e para o Estado como um todo, estão apresentadas abaixo.



VOLUMES DE CHUVAS PREVISTAS

Por mesorregião - em milímetros



OESTE

Março: 197,5

Abril: 180,2

Maio: 101,4



CENTRAL

Março: 155,1

Abril: 150,2

Maio: 71,5



AGRESTE

Março: 119,2

Abril: 133,0

Maio: 91,0



LESTE

Março: 166,9

Abril: 195,8

Maio: 171,1