quarta-feira, 15 de julho de 2026

Neuropsicóloga avalia o uso excessivo do celular por parte das crianças; hábito contribui para níveis de ansiedade e depressão

Anna Rúbia afirma que pais devem estar atentos aos comportamentos dos filhos;
O uso de celular no Brasil é amplo. O país possui cerca de 272 milhões de smartphones em uso, média de 1,3 por habitante. O aparelho é a principal porta de acesso à internet, utilizado por 98,7% dos internautas brasileiros. Quase 90% da população brasileira com 10 anos ou mais possui telefone celular. Os dados são da FGV.

Mais do que comunicação, o celular é a principal ferramenta para serviços digitais, sendo amplamente utilizado para transações bancárias (como Pix), compras e entretenimento.

Segundo um estudo recente realizado pela McAfee, o Brasil registrou o maior resultado sobre o uso de celular entre crianças e adolescentes, atingindo uma taxa geral de 96%. Além disso, o uso desses dispositivos tem começado cada vez mais cedo, sendo que 95% delas acessam a internet por meio de um smartphone pessoal, 19% acima da média global nessa idade.

Os dados preocupam especialistas da saúde, como também os pais que buscam alternativas diversas para entreter os filhos em casa, sem o uso de dispositivos móveis. Durante os finais de semana, o desafio se torna ainda maior, pois, com tanto tempo livre e longe dos estudos, muitas crianças e adolescentes sentem-se ociosos, o que instiga o uso desses aparelhos.

Com a sanção da Lei Federal 15.100/2025, o uso de celulares e eletrônicos portáteis foi restrito nas escolas públicas e particulares. Pesquisas do Ministério da Educação apontam que a medida reduziu a ansiedade e aumentou a concentração e a socialização dos estudantes

Segundo a neuropsicóloga Anna Rúbia Pirôpo Vieira da Costa, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Unime Anhanguera, as redes sociais, por exemplo, fazem parte do atual contexto social e em muitas vezes são tidas como prioridade no cenário cultural, no qual a sua inserção se dá cada vez mais cedo.


“O uso de forma imprudente e excessiva de tecnologias e até de redes sociais tem gerado grandes impactos à saúde mental dos indivíduos, e os números são alarmantes, principalmente quando falamos do público jovem (crianças, pré-adolescentes, adolescentes e jovens adultos)”, alerta.


A neuropsicóloga explica, que o suo exagerado contribui para elevados níveis de ansiedade, depressão, entre outras patologias, por isso que os pais devem controlar o uso desses aparelhos e principalmente dos conteúdos acessados por parte dos filhos.


Anna Rúbia exemplifica que o fato de uma criança estar exposta a uma gama de informações de forma desenfreada e muitas vezes não compatível com a sua idade, pode impactar na sua autoestima, entre outros malefícios.


Por fim, Anna Rúbia Pirôpo Vieira da Costa dá algumas orientações aos pais sobre o uso de tecnologias por parte dos filhos. Confira:


Estabeleça um tempo de acesso (horários de uso);

Impacto no desenvolvimento social e emocional: O uso excessivo de celulares pode prejudicar o desenvolvimento das habilidades sociais e emocionais das crianças. Quando as crianças passam muito tempo em seus dispositivos, podem ter menos oportunidades de interagir com seus pares em um ambiente real, o que é essencial para o desenvolvimento saudável;

Risco de vício: Os smartphones são projetados para serem cativantes, e crianças podem facilmente se tornar viciadas em jogos, mídias sociais e outras atividades online. Isso pode interferir no equilíbrio entre a vida online e offline;

Exposição a conteúdo inadequado: A internet contém uma grande quantidade de conteúdo não apropriado para crianças. Mesmo com filtros e controles parentais, sempre há o risco de as crianças encontrarem conteúdo inadequado;

Impacto na saúde física: O uso excessivo de dispositivos móveis pode levar a problemas de saúde física, como falta de exercício, problemas de sono devido à exposição à luz azul dos dispositivos e posturas inadequadas que podem resultar em dores no pescoço e nas costas;

Risco de ciberbullying e assédio: As crianças podem ser alvo de ciberbullying e assédio on-line, o que pode ter graves consequências para sua saúde mental;

Distração na escola: O uso de celulares na escola pode ser uma grande distração para as crianças, interferindo em seu aprendizado e desempenho acadêmico;

Perda de tempo: Passar muito tempo em dispositivos móveis pode levar as crianças a perderem tempo que poderiam dedicar a atividades mais construtivas e educacionais;

Lugar de criança não é no celular e nas redes sociais. Monitore seus filhos!



Anna Rúbia Pirôpo Vieira da Costa: Psicóloga Clínica, Neuropsicóloga, Consultoria de Recursos Humanos. Profissional com mais de 10 anos de experiência com Psicologia Clínica atuando com Atendimento Psicológico, Avaliação e Reabilitação Neuropsicológica.

Por que idosos sentem mais frio? Entenda o que muda no organismo com o envelhecimento


Com a chegada do inverno, médico explica por que o envelhecimento reduz a capacidade do corpo de regular a temperatura e aumenta a sensibilidade ao frio na terceira idade
Com a chegada das temperaturas mais baixas, é comum que famílias percebam que os idosos sentem mais frio do que outras faixas etárias. A sensação não é apenas subjetiva: ela está diretamente relacionada a mudanças fisiológicas naturais do envelhecimento, que afetam a regulação térmica do corpo.

Segundo o geriatra Bruno Vial, da Said Rio, empresa referência em cuidados domiciliares, o organismo passa por transformações importantes ao longo dos anos, o que reduz a capacidade de adaptação ao frio e aumenta os riscos associados à exposição a baixas temperaturas.

Entre as principais mudanças estão a redução da massa muscular e da gordura corporal, responsáveis por ajudar na manutenção do calor, além da diminuição da circulação sanguínea periférica. Esses fatores fazem com que o corpo do idoso perca calor mais rapidamente e tenha mais dificuldade em mantê-lo.

“Com o envelhecimento, há uma desaceleração do metabolismo e uma menor eficiência dos mecanismos de termorregulação. Isso faz com que o idoso demore mais para perceber e reagir às mudanças de temperatura, ficando mais vulnerável ao frio”, explica o geriatra da Said Rio.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que pessoas idosas estão entre os grupos mais vulneráveis a complicações relacionadas ao frio, como infecções respiratórias, agravamento de doenças cardiovasculares e aumento do risco de hospitalizações durante o inverno.

Além da fisiologia, fatores externos também contribuem para o desconforto térmico, como uso de medicamentos que interferem na circulação, menor nível de atividade física e presença de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, que podem afetar a sensibilidade corporal.

Outro ponto de atenção é que, muitas vezes, o idoso não percebe a queda de temperatura com a mesma intensidade, o que pode atrasar medidas de proteção adequadas.

“É importante que familiares e cuidadores estejam atentos. Manter ambientes aquecidos, incentivar o uso de roupas adequadas em camadas, hidratação e alimentação equilibrada são medidas simples que fazem diferença na prevenção de complicações”, reforça o especialista.

Entre as principais recomendações estão também o cuidado com banhos em água muito quente, que podem causar queda de pressão, e a manutenção de uma rotina de movimentação leve, que ajuda a estimular a circulação.

Com o suporte de equipes multidisciplinares, como as oferecidas pela Said Rio, é possível monitorar esses fatores de forma contínua, garantindo mais segurança e qualidade de vida aos idosos durante o inverno.

Você sabe interpretar os sinais da urina? Alterações de cor e cheiro podem indicar problemas



Especialista explica quando mudanças na urina são apenas reflexo da alimentação ou da hidratação e quando podem indicar infecções ou outras condições de saúde

Observar a cor, o cheiro e até a frequência da urina pode dizer muito sobre a saúde do organismo. Embora alterações ocasionais sejam comuns e, muitas vezes, estejam relacionadas à alimentação ou ao consumo de líquidos, mudanças persistentes merecem atenção e podem ser um sinal de infecção urinária, desidratação, cálculos renais ou outras condições que exigem avaliação médica.

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a infecção do trato urinário está entre as infecções bacterianas mais frequentes, especialmente entre as mulheres. Estima-se que cerca de 50% das mulheres terão pelo menos um episódio de infecção urinária ao longo da vida, sendo a anatomia feminina um dos principais fatores que favorecem a ocorrência da doença.

De acordo com o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, conhecer as características normais da urina pode ajudar na identificação precoce de alterações importantes.

"A urina saudável costuma apresentar coloração amarelo-clara e odor discreto. Alterações pontuais podem acontecer após o consumo de determinados alimentos ou medicamentos, mas quando essas mudanças persistem ou vêm acompanhadas de outros sintomas, é importante investigar a causa", explica.

A coloração muito escura, por exemplo, costuma estar associada à baixa ingestão de líquidos e à desidratação. Já uma urina avermelhada pode indicar a presença de sangue, situação que pode estar relacionada a infecções, cálculos renais ou outras doenças do trato urinário e que sempre deve ser avaliada por um profissional de saúde.

Outra mudança que chama atenção é o odor intenso ou desagradável. Embora alimentos como aspargos e alguns suplementos possam alterar temporariamente o cheiro da urina, um odor muito forte, principalmente quando acompanhado de ardência ao urinar, aumento da frequência urinária ou dor na região pélvica, pode indicar uma infecção urinária.

"O cheiro isoladamente nem sempre significa doença. O que realmente preocupa é a associação entre alterações na urina e sintomas como dor, febre, urgência para urinar ou desconforto persistente", destaca o médico.

A aparência também pode fornecer pistas importantes. Urina muito turva ou com aspecto leitoso pode estar relacionada à presença de células inflamatórias, bactérias ou cristais, enquanto espuma persistente pode indicar alterações na eliminação de proteínas pelos rins, especialmente quando ocorre com frequência.

As mulheres merecem atenção especial. Além da maior predisposição às infecções urinárias, fatores como gestação, menopausa e alterações hormonais podem aumentar o risco de desenvolver problemas no trato urinário.

Entre as principais medidas de prevenção estão manter uma boa hidratação, não adiar a ida ao banheiro, adotar hábitos adequados de higiene íntima e buscar atendimento médico diante de sintomas persistentes.

"O organismo costuma dar sinais quando algo não vai bem. Observar alterações na urina é uma forma simples de acompanhar a própria saúde, mas o diagnóstico nunca deve ser feito apenas com base na aparência. A avaliação médica é indispensável para identificar a causa e indicar o tratamento adequado", reforça Dr. Carlos.

Embora mudanças ocasionais possam ser benignas, alterações persistentes na cor, no cheiro ou no aspecto da urina não devem ser ignoradas. Quanto mais cedo a causa for identificada, maiores são as chances de evitar complicações e preservar a saúde do sistema urinário.





Sobre a Carnot Laboratórios

A Carnot® Laboratórios é uma empresa focada na pesquisa e desenvolvimento de produtos inovadores para a saúde. Fundada no México há mais de 80 anos, em 1941, a Carnot® é uma empresa empreendedora capaz de gerar medicamentos e tratamentos inovadores, em nichos especializados baseados em pesquisa e tecnologia próprias. O Grupo oferece uma grande variedade de medicamentos especializados em saúde da mulher, dermatologia, pediatria, gastroenterologia, sistema respiratório, sistema nervoso central, entre outros.


Prefeitura de Lagoa Nova firma contrato para pavimentação da Rua João Luís Victor

A Prefeitura de Lagoa Nova oficializou a contratação da empresa RMB Construções Ltda. para executar as obras de pavimentação em paralelepípedos pelo método convencional e drenagem superficial da Rua João Luís Victor, localizada na zona urbana do município.

O contrato, decorrente da Concorrência Eletrônica nº 006/2026, prevê um investimento de R$ 104.710,52. Os recursos são provenientes de transferências da União referentes a compensações financeiras pela exploração de recursos naturais.

A obra será executada no prazo de vigência de 12 meses e integra as ações da Secretaria Municipal de Obras, Serviços e Mobilidade Urbana, dentro do programa de desenvolvimento da infraestrutura do município.






terça-feira, 14 de julho de 2026

Globo fica sem semifinal da Copa pela 1ª vez em 56 anos; entenda por quê

 Emissora transmitirá apenas Inglaterra x Argentina após a CazéTV exercer prioridade na escolha dos jogos e garantir exclusividade de França x Espanha


A Globo não exibirá uma das semifinais da Copa do Mundo pela primeira vez em 56 anos. Nesta terça-feira (14), o duelo entre França e Espanha terá transmissão exclusiva da CazéTV, enquanto a emissora carioca optou por exibir Inglaterra x Argentina, marcado para quarta-feira (15).

A ausência marca um fato inédito desde 1970, quando a Globo transmitiu uma Copa do Mundo pela primeira vez. Naquele Mundial, disputado no México, as duas semifinais aconteceram simultaneamente, impedindo a exibição de ambos os confrontos. A emissora escolheu transmitir Brasil x Uruguai, que terminou com vitória da Seleção Brasileira por 3 a 1.

Desde então, sempre que o formato da competição contou com semifinais, a Globo exibiu as duas partidas. As únicas exceções ocorreram nas Copas de 1974 e 1978, quando o torneio adotou uma segunda fase em grupos e não teve confrontos semifinais.

Mesmo na edição de 1994, quando as partidas decisivas foram disputadas no mesmo dia, a diferença de fuso horário entre Nova Jersey e Los Angeles permitiu que a emissora transmitisse Bulgária x Itália e, na sequência, Suécia x Brasil.

A mudança em 2026 acontece por causa do modelo de divisão dos direitos de transmissão. A CazéTV adquiriu os direitos para exibir todos os 104 jogos da Copa do Mundo e tem prioridade na escolha das partidas. Depois da definição do canal comandado por Casimiro Miguel, a Globo seleciona os confrontos restantes dentro do pacote de 55 partidas ao qual tem direito.

Com isso, a CazéTV escolheu transmitir com exclusividade França x Espanha, deixando para a Globo a outra semifinal, entre Inglaterra e Argentina.

Depois de estrear em Copas do Mundo no Catar, em 2022, a CazéTV ampliou seu acordo para a edição de 2026 e passou a ser a única empresa no Brasil com direito de transmitir todas as partidas do torneio.

O confronto entre França e Espanha, marcado para esta terça-feira, às 16h (de Brasília), vale vaga na final da Copa do Mundo e será exibido gratuitamente apenas pela CazéTV. Já Inglaterra e Argentina se enfrentam na quarta-feira (15), em jogo que também terá transmissão da Globo.

PF investiga esquema de exploração sexual de mulheres e trabalho análogo à escravidão no RN e PB

A Polícia Federal realizou, nesta segunda-feira (13), uma operação que investiga uma possível estrutura organizada para exploração sexual de mulheres em situação de vulnerabilidade no Rio Grande do Norte e na Paraíba.

A ação cumpriu dois mandados de prisão preventiva nos municípios de Nova Cruz, no RN, e Pitimbu, na PB. As ordens foram expedidas pela 16ª Vara Federal da Seção Judiciária da Paraíba.

A investigação é uma continuidade da primeira fase da Operação Donos da Noite, realizada em junho deste ano. De acordo com a Polícia Federal, os envolvidos são suspeitos de manter um esquema baseado em práticas como aliciamento, endividamento, restrição de liberdade e exploração econômica de mulheres.

Entre os crimes investigados estão tráfico de pessoas para fins de exploração sexual, organização criminosa, redução de pessoas a condição análoga à de escravo, rufianismo e manutenção de locais destinados à exploração da prostituição.

De acordo com a Polícia Federal, as apurações continuam para esclarecer a atuação dos suspeitos e identificar outros possíveis envolvidos.

Com informações de Portal da 98 FM

MPF defende condenação de apresentador por violência política de gênero contra deputada federal

Órgão sustenta que liberdade de expressão não protege discursos misóginos e que ataques contra mulheres na política geram dano moral coletivo

Em recurso apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Ministério Público Federal (MPF) defende o reconhecimento da prática de violência política de gênero nas declarações feitas pelo apresentador Ratinho contra a deputada federal Natália Bonavides, em dezembro de 2021. O órgão pede a condenação do apresentador e da emissora responsável pela transmissão ao pagamento de indenização por dano moral coletivo, além da adoção de medidas de caráter educativo.

FGTS libera saque de até R$ 6.220; veja quem tem direito



Benefício não é destinado a todos os trabalhadores. A modalidade atende moradores de cidades em situação de emergência ou calamidade pública reconhecida oficialmente

ACaixa Econômica Federal permite que trabalhadores retirem até R$ 6.220 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por meio da modalidade conhecida como Saque Calamidade. O benefício, porém, não é liberado para toda a população.

A medida é destinada exclusivamente a pessoas que tiveram a residência afetada por desastres naturais e vivem em municípios com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos oficialmente pelas autoridades.

O dinheiro liberado não representa um benefício extra do governo. Trata-se do saldo já existente na conta do FGTS do trabalhador, que pode ser sacado antecipadamente em casos de necessidade.

O valor máximo é de R$ 6.220 por conta do FGTS. Caso o trabalhador tenha um saldo inferior, poderá retirar apenas a quantia disponível.

Quem pode solicitar?

O Saque Calamidade está disponível para trabalhadores que moram em cidades habilitadas pela Caixa e que foram atingidas por eventos como:

Enchentes, inundações e enxurradas;
Alagamentos e invasão do mar em áreas costeiras;
Deslizamentos de terra;
Vendavais, tempestades com granizo e tornados;
Ciclones, furacões e tufões.

A modalidade já foi utilizada em grandes desastres ocorridos no Brasil, como os rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho (MG) e os deslizamentos em Petrópolis (RJ).

Quais são as regras?

Para solicitar o saque, o município precisa ter o reconhecimento oficial da situação de emergência ou calamidade pública e estar habilitado pela Caixa.

Em geral, o trabalhador pode fazer um saque por evento, desde que seja respeitado um intervalo mínimo de 12 meses entre as solicitações.

A única exceção ocorreu em 2024 para municípios do Rio Grande do Sul atingidos pelas enchentes históricas. Na ocasião, um decreto federal dispensou esse intervalo. Para os demais casos, a regra continua valendo.

Como pedir o Saque Calamidade?

O procedimento é feito totalmente pelo aplicativo FGTS. Basta acessar a opção "Solicitar saque", selecionar a modalidade "Calamidade pública", informar o município atingido e preencher os dados solicitados.

Também é necessário enviar alguns documentos:

Documento de identidade;
CPF;
Comprovante de residência emitido até 120 dias antes do decreto de calamidade.

Caso o comprovante esteja em nome do cônjuge, é preciso apresentar certidão de casamento ou documento que comprove união estável. Se não houver comprovante, o trabalhador poderá apresentar uma declaração emitida pela prefeitura ou, em algumas situações, uma declaração própria, que será posteriormente verificada pela Caixa.

Operação resgata 29 trabalhadores em condições análogas à escravidão

Ação conjunta na BA e em PE também flagrou exploração mineral ilegal
Uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 29 trabalhadores em situação análoga à escravidão na Bahia e em Pernambuco. A ação de fiscalização foi feita em três pedreiras nas regiões dos municípios de Sento Sé (BA) e Casa Nova (BA), nas proximidades de Juazeiro, e Santa Cruz (PE).

A função dos trabalhadores era extrair pedras usadas em obras de pavimentação, inclusive em serviços ligados a prefeituras da região.

A Defensoria Pública da União informou nesta segunda-feira (13) que os órgãos firmaram Termos de Ajustamento de Conduta com as empresas responsáveis. Os empregadores pagarão quase R$ 500 mil em verbas rescisórias e indenizações individuais, bem como valores R$ 30 mil e R$ 102,5 mil em danos morais coletivos.

Durante as fiscalizações, realizadas em parceria com o Ministério Público do Trabalho, a DPU e a Polícia Federal , foram identificadas condições degradantes de trabalho e de alojamento.

Os trabalhadores não tinham acesso adequado à água potável, não contavam com espaço apropriado para refeições e estavam instalados em barracões de lona, dormindo em colchões no chão.

Além disso, os empregados não contavam com equipamentos de proteção individual e estavam expostos à situações de risco à saúde e à segurança.

“Em uma das pedreiras fiscalizadas, a equipe encontrou alimentos armazenados junto a substâncias tóxicas no alojamento. Parte dos equipamentos utilizados nas atividades também foi interditada devido ao risco oferecido aos trabalhadores”, disse a DPU.

Também foram verificados indícios de exploração mineral sem autorização do órgão regulador competente, situação que deverá ser apurada pelos órgãos responsáveis.

O trabalho em condição análoga à escravidão é caracterizado por situações como condições degradantes de trabalho, jornada exaustiva, trabalho forçado ou restrição de locomoção em razão de dívida.

Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados de forma anônima pelo Sistema IPÊ, canal oficial do governo federal para recebimento de denúncias sobre esse tipo de violação.

ECA completa 36 anos entre avanços e desafios para proteger crianças

Crianças e adolescentes seguem expostos a velhas e novas violências
O Brasil comemorou nesta segunda-feira (13) os 36 anos da Lei 8.069, que instituiu o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A data abre a semana dedicada à legislação e estimula debates sobre políticas públicas voltadas às crianças e aos adolescentes.

O ECA foi uma das primeiras leis aprovadas após a Constituição de 1988 e consolidou o princípio da prioridade absoluta à proteção de crianças e adolescentes. Em situações específicas previstas na legislação, algumas medidas podem se estender até os 21 anos.

“Por causa do ECA, a gente consegue enxergar crianças e adolescentes como sujeitos de direitos”, resume a assistente social Andressa Ferreira Cândido, que trabalha na Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Paraná, onde promove clubes de leitura junto a adolescentes que estão internados no sistema socioeducativo do estado.

Segundo a especialista, há motivos para comemorar os 36 anos do ECA. Desde sua criação, o país reduziu a mortalidade infantil, universalizou o acesso ao ensino fundamental, aperfeiçoou as regras de adoção e estruturou uma rede nacional de conselhos tutelares eleitos pela população.
Conquistas e lacunas

Está incompleta, no entanto, a travessia para que crianças e adolescentes tenham garantidos e respeitados todos os seus direitos, pondera Maurício Cunha, presidente executivo do ChildFund Brasil, ONG com sede nos Estados Unidos e que tem como missão apoiar crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

“Houve grandes avanços, mas quando a gente olha para os desafios, a gente vê que eles também cresceram muito”, lamenta o presidente do ChildFund Brasil.

“Andamos menos que deveríamos. Por exemplo, o tema do orçamento da criança adolescente: não temos o monitoramento do orçamento da criança. Não conseguimos mensurar o quanto que a gente consegue que está sendo investido de fato na criança e no adolescente, porque isso está espalhado em diversas rubricas, na saúde, na assistência social e na educação”, assinala Cunha que é especialista em política pública e defende a ampliação da oferta de creches. “Um terço das crianças ainda não tem acesso a creche.”
Retrocessos e riscos digitais

Para o presidente do ChildFund Brasil, além de faltar alguns passos na efetivação de direitos previstos no ECA, há retrocessos e novos riscos graves como à exposição à violência, ao abuso sexual e ao bullying.

“Tem um tema que eu afirmo que a gente regrediu. É o tema das violências, seja a violência física, psicológica ou sexual. Digo que houve regressão porque houve nesse período o advento da internet. Você tem centenas de milhares de criminosos navegando na rede, criando redes de pedofilia, acessando sites, trocando imagens, se passando por criança.”

Para Maurício Cunha, “o ECA digital, recentemente instituído, aponta caminhos para a melhoria. Ele traz um potencial grande de melhora ao responsabilizar as big techs. Ao impor mecanismos, por exemplo, de verificação de idade. Então, é um avanço significativo.”

Em sua percepção, “o ECA Digital precisa ser melhor regulamentado. Por exemplo, a gente ainda não sabe como vão funcionar esses mecanismos de verificação de idade.”
Maioridade penal

Além dos desafios do mundo virtual, o país ainda enfrenta problemas históricos, como o envolvimento de adolescentes em atos infracionais e a consequente internação no sistema socioeducativo. “O sistema é muito oneroso. Um menino parar nessa condição, chegar a essa condição, é a falência da sociedade”, lamenta.

“Mais importante seria trabalhar com políticas públicas eficazes, com o fortalecimento das capacidades protetivas familiares, e a prevenção para que um menino não precise chegar a qualquer forma de encarceramento.”

Para a assistente social Andressa Ferreira Cândido a “internação” no sistema socioeducativo, sob a responsabilidade do Estado, “tem estrutura de privação de liberdade, que é muito semelhante ao sistema penitenciário.”

Cândido estranha quem defenda a prisão de adolescente e a redução da maioridade penal. Segundo ela, o risco é de serem recrutados por facções criminosas. “Indo para o sistema prisional comum, esse adolescente de 16, 17 anos, ele vai estar em contato com pessoas mais velhas, que vão utilizá-los. Eles vão acabar sendo aviãozinho dentro das penitenciárias.”