sábado, 29 de agosto de 2026

NELTER QUEIROZ ACOMPANHA CARAVANA DO AZULÃO EM JUCURUTU E CAICÓ, E REFORÇA APOIO A ALLYSSON BEZERRA

O deputado estadual e candidato à reeleição, Nelter Queiroz (Progressistas) acompanhou, na noite desta sexta-feira (28), a Caravana do Azulão, ao lado do candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil) e do deputado federal João Maia (Progressistas). A agenda percorreu os municípios de Jucurutu e Caicó, reunindo lideranças políticas e apoiadores em torno do projeto de mudança para o Rio Grande do Norte.

Em Jucurutu, terra natal de Nelter, a comitiva também contou com a participação da senadora Zenaide Maia (PSD). Em seguida, a caravana seguiu para Caicó, onde a mobilização contou com a participação do prefeito Dr. Tadeu, que integrou a agenda ao lado das demais lideranças. Durante a agenda, Nelter reforçou seu apoio à candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado e defendeu que o Rio Grande do Norte precisa de um novo momento administrativo e político.

“É hora de mudar o que está aí. O nosso Rio Grande do Norte precisa avançar, precisa de um governo que olhe para o interior, que conheça as dificuldades do nosso povo e que tenha compromisso com as regiões que mais precisam de investimentos”, destacou Nelter.

O deputado também ressaltou a importância de sua continuidade na Assembleia Legislativa para defender as demandas do interior e contribuir, a partir do Parlamento, com um eventual governo de Alisson.

“Eu quero continuar lutando pelo nosso Seridó, pelo Vale do Açu e pelo Médio Oeste. Quero continuar sendo a voz dos municípios, cobrando, buscando recursos e defendendo as obras e ações que nossa região precisa. E quero ajudar Allysson na Assembleia Legislativa a fazer nosso Rio Grande do Norte avançar”, afirmou.

Para Nelter, a eleição de Allyson Bezerra para o Governo do Estado e sua própria reeleição representam uma combinação necessária para fortalecer a presença do interior nas decisões do Estado.

“Precisamos eleger Allyson governador e também renovar nosso mandato para continuar defendendo nossa gente. Allyson no Governo e Nelter na Assembleia é uma parceria que pode trazer mais força para o Seridó, para o Vale do Açu, para o Médio Oeste e para todo o Rio Grande do Norte”, concluiu.

INSS: Veja as doenças que dão direito ao benefício da Previdência Social

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a considerar 18 condições que podem garantir benefícios por incapacidade sem a exigência das 12 contribuições mínimas, após uma atualização das regras publicada em julho de 2026. A relação passou a incluir a gestação de alto risco, mas a dispensa da carência não significa concessão automática: é necessário manter a qualidade de segurado e comprovar a incapacidade para o trabalho.


A atualização está prevista na Portaria Interministerial MPS/MS nº 15, de 3 de julho de 2026, publicada em edição extra do Diário Oficial da União em 24 de julho. Entre as condições contempladas estão doença de Parkinson, espondilite anquilosante, nefropatia grave e estado avançado da doença de Paget.

A lista também inclui Aids, contaminação por radiação, hepatopatia grave e esclerose múltipla. Fazem parte ainda do rol o acidente vascular encefálico agudo, o abdome agudo cirúrgico e a gestação de alto risco. Nos dois primeiros casos, é necessário que exista evolução aguda e sejam atendidos os critérios de gravidade previstos.
Quem pode receber o benefício

O INSS destaca que a ausência da carência não garante, por si só, o pagamento. O segurado precisa ter a incapacidade laboral reconhecida pela Perícia Médica Federal. O benefício por incapacidade temporária, anteriormente chamado de auxílio-doença, exige essa avaliação. Já o benefício por incapacidade permanente corresponde à antiga aposentadoria por invalidez.

Pelas regras, a doença deve surgir depois da filiação ao Regime Geral de Previdência Social. Porém, quando uma condição anterior se agrava e provoca incapacidade para o trabalho, o benefício pode ser concedido.

A documentação médica também precisa estar adequada. Atestados e laudos devem identificar o paciente, informar o diagnóstico, indicar o período de afastamento e apresentar a identificação do profissional responsável.
Como solicitar o benefício

O requerimento pode ser feito pelo aplicativo ou site Meu INSS. Também é possível iniciar a solicitação pela Central 135. Durante o procedimento, o segurado deve anexar a documentação necessária.

A legislação já permitia a dispensa da carência em casos de acidentes de qualquer natureza, doenças profissionais e outras condições presentes na relação oficial. Como regra geral, entretanto, são necessárias 12 contribuições.

Com a atualização, a gestação de alto risco passa a integrar o grupo de situações que permitem a dispensa. Ainda assim, o benefício depende da manutenção da qualidade de segurado, da comprovação médica e do reconhecimento da incapacidade.

Allyson Bezerra atrai atenção e realiza caminhada pela avenida principal de Lagoa Nova

 

A passagem do candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil), por Lagoa Nova, na sexta-feira, 28 de agosto, chamou a atenção de moradores e eleitores que acompanharam sua movimentação pela avenida principal da cidade.

A presença do candidato gerou expectativa entre as pessoas que estavam no local. Ao chegar à concentração, Allyson Bezerra deixou o ponto inicial e seguiu em caminhada pela avenida, buscando manter contato direto com os eleitores, cumprimentando moradores e conversando com a população.

O candidato do União Brasil tem como uma das características de sua agenda política a aproximação com o eleitorado e a realização de visitas aos municípios do interior. Jovem e prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra chega à disputa estadual apresentando sua experiência na administração municipal como uma das principais credenciais de sua pré-campanha.

Durante a passagem por Lagoa Nova, a caminhada permitiu ao candidato uma aproximação direta com os moradores e movimentou a principal avenida da cidade. A visita fez parte de uma agenda pelo interior do Rio Grande do Norte realizada ao longo da sexta-feira.

A verdade sobre o horário político gratuito

Muita gente chama de “gratuito” o horário eleitoral no rádio e na televisão, mas, na prática, essa definição precisa ser melhor explicada.

O chamado Horário Eleitoral Gratuito não significa que as emissoras simplesmente cedem seus espaços sem qualquer compensação. Durante o período eleitoral, rádios e emissoras de televisão são obrigadas a reservar parte de sua programação para a propaganda dos partidos e candidatos, conforme determina a legislação eleitoral.

Em troca do tempo disponibilizado, as emissoras recebem compensação fiscal, dentro das regras estabelecidas pela legislação. Ou seja, não há pagamento direto aos veículos pelos programas eleitorais, mas existe uma forma de compensação relacionada à renúncia de receita provocada pela cessão daquele espaço na programação.

Por isso, o termo “gratuito” deve ser entendido principalmente do ponto de vista dos partidos e candidatos, que não precisam comprar diretamente aquele espaço como acontece na publicidade comercial tradicional.

O horário eleitoral tem como objetivo garantir que candidatos e partidos tenham acesso aos meios de comunicação e possam apresentar suas propostas à população, buscando ampliar o acesso à informação durante o período das eleições.

Portanto, quando alguém afirma que o horário político é totalmente gratuito para todos, a afirmação não é completamente correta. O candidato não paga diretamente pelo espaço, mas as emissoras têm mecanismos legais de compensação pela utilização do tempo destinado à propaganda eleitoral.

Entender como funciona o horário eleitoral é importante para separar informação de desinformação e compreender melhor um dos principais instrumentos da democracia brasileira.


sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Lagoa Nova recebe movimentação de candidatos ao Governo do Estado

Esta sexta-feira (28) foi marcada pela movimentação política em Lagoa Nova, com a presença dos candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte Álvaro Dias (PL) e Allyson Bezerra (União Brasil), que cumpriram agendas no município.

Álvaro Dias foi recebido pelo prefeito Iranildo Aciole e por apoiadores. A mobilização teve início com um adesivaço no bairro Jesus Menino. Com a chegada do candidato, o grupo seguiu em carreata pelas ruas da cidade até a Praça Geraldo Dantas, onde aconteceram as falas das lideranças e apoiadores.

Já Allyson Bezerra foi recebido pelo vice-prefeito Daniel Saldanha, por Hélio Costa e pelo vereador e presidente da Câmara Municipal, Jean Carlo Dantas, além de apoiadores. O candidato foi aguardado na Avenida Tota Pereira, nas proximidades do Centro de Treinamento da Agricultura Familiar da EMATER.

Em seguida, o grupo saiu em caminhada pela Avenida Sílvio Bezerra de Melo, seguindo até a Praça João Marinho Dantas, onde aconteceu a concentração dos participantes.

A presença dos dois candidatos movimentou Lagoa Nova nesta sexta-feira, reunindo lideranças políticas e apoiadores em diferentes pontos da cidade.

TRE-RN inicia treinamento de mesários para atuação nas Eleições 2026

 

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) inicia nesta quinta-feira (27) o treinamento de mesárias e mesários que vão atuar nas Eleições 2026. A capacitação será realizada de forma presencial em Natal e em municípios do interior, além da opção de ensino a distância em algumas zonas eleitorais.


Na capital, a primeira etapa envolve os convocados da 69ª Zona Eleitoral, com turmas entre esta quinta-feira e o dia 2 de setembro. Já a 1ª e a 4ª Zonas Eleitorais terão treinamentos presenciais em setembro. A 2ª e a 3ª Zonas Eleitorais optaram pelo formato de ensino a distância, por meio do aplicativo Mesários. O prazo para conclusão do curso nessas duas zonas segue até as 23h59 do dia 3 de outubro.

No interior do Estado, os treinamentos presenciais serão realizados entre 31 de agosto e 11 de setembro, conforme programação definida pelas respectivas zonas eleitorais. Em Natal, as atividades presenciais ocorrerão na sede do TRE-RN, localizada na Avenida Rui Barbosa, 165, no bairro Tirol.

Os treinamentos têm como objetivo preparar os participantes para os procedimentos de votação e para situações que podem ocorrer durante o pleito. Mesários são responsáveis por auxiliar no funcionamento das seções eleitorais no dia da eleição.

Podem atuar na função eleitores maiores de 18 anos que estejam em situação regular com a Justiça Eleitoral e não se enquadrem nas hipóteses de impedimento previstas na legislação.

Entre os benefícios previstos estão auxílio-alimentação de R$ 65 por turno trabalhado, dois dias de folga para cada dia de atuação e outros dois dias pela conclusão do treinamento. Os dias trabalhados também podem ser utilizados como horas complementares em cursos universitários, conforme as regras de cada instituição.

Festival itinerante O Cinema é Rio chega a sua segunda edição


A 2ª edição do festival itinerante O Cinema é Rio vai promover uma circulação gratuita por quatro municípios do Rio Grande do Norte, a partir deste fim de semana. A programação percorrerá Sítio Novo, Riachuelo, Pedra Preta e Taipu, cidades localizadas nas bacias hidrográficas dos rios Potengi e Ceará-Mirim, promovendo sessões de cinema ao ar livre movidas a energia solar seguido de rodas de conversa sobre meio ambiente, mudanças climáticas e preservação dos recursos hídricos.

Através de uma proposta que une arte, sustentabilidade e cidadania, o festival utiliza o cinema como ferramenta de sensibilização para estimular reflexões sobre os desafios socioambientais da atualidade e incentivar atitudes voltadas à preservação do meio ambiente.

Durante a itinerância, serão exibidos oito curtas-metragens brasileiros que abordam diferentes aspectos da relação entre sociedade e meio ambiente.

A programação começa nesta sexta-feira (28), em Sítio Novo, a partir das 19h. Na sequência, às 20h, será realizada uma roda de conversa com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Potengi e o Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (IGARN). Encerrando a noite, às 20h30, haverá apresentação artística com Luan Oliveira.

No dia 29 (sábado), Riachuelo recebe a programação na Praça Mãe das Dores, em frente à Igreja Matriz. A sessão de cinema começa às 19h e, às 20h, o público poderá participar de uma roda de conversa com representantes do Comitê da Bacia Hidrográfica do Potengi e do IGARN.

A programação segue no dia 4 de setembro, em Pedra Preta. Encerrando a circulação, Taipu recebe as atividades no dia 5 de setembro.Todas as atividades são gratuitas e contam com recursos de acessibilidade, ampliando o acesso da população à programação cultural.

MP Eleitoral recomenda que partidos e emissoras do RN garantam acessibilidade na propaganda e nos debates eleitorais

 



Devem ser incluídas legenda, intérprete de Libras e audiodescrição

O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) recomendou a partidos políticos, federações, coligações, candidatos e emissoras de rádio e televisão do Rio Grande do Norte a adoção de medidas para garantir acessibilidade na propaganda eleitoral gratuita e nos debates das Eleições 2026.

A recomendação destaca que janela com intérprete de Libras, legendas e audiodescrição devem ser utilizadas de forma cumulativa e simultânea na propaganda eleitoral gratuita na televisão, tanto nos programas em bloco quanto nas inserções distribuídas ao longo do dia. A responsabilidade pela produção do material com esses recursos é dos partidos, federações e coligações.

Emissoras e canais de televisão por assinatura que operem no Rio Grande do Norte deverão veicular integralmente os recursos de acessibilidade presentes nos materiais recebidos. Assim, não devem suprimir, diminuir, recortar ou sobrepor a janela de Libras ou as legendas para adequar o material a padrões próprios de programação, identificação da emissora, logomarcas ou inserções publicitárias.

Caso recebam propaganda sem os recursos exigidos, devem comunicar o problema ao partido, federação ou coligação responsável e à Justiça Eleitoral para permitir a correção do material antes da veiculação. Nos debates promovidos pelas emissoras, também devem ser disponibilizados simultaneamente legendas, intérprete de Libras e audiodescrição.

O procurador regional eleitoral Fernando Rocha destaca que o Rio Grande do Norte tem número expressivo de eleitores com deficiência auditiva e visual. “A inobservância dos recursos de acessibilidade na propaganda eleitoral gratuita produz exclusão informacional que compromete a liberdade de formação da convicção do voto e, por consequência, a própria legitimidade do pleito”, ressalta.

Regras - Além de incluir os três recursos de acessibilidade, o MP Eleitoral recomenda que a janela de Libras ocupe, no mínimo, metade da altura e um quarto da largura da tela, com contraste, enquadramento e posicionamento adequados. O espaço não deve ser coberto por elementos gráficos, marcas d'água, legendas ou identificações das candidaturas.

Os recursos devem permanecer durante toda propaganda, inclusive em músicas, jingles, vinhetas e telas finais com número e legenda partidária. Textos apresentados apenas graficamente também devem ter leitura sonora. As agremiações devem ainda designar uma pessoa responsável por conferir previamente a acessibilidade das peças antes do envio às emissoras e registrar essa verificação.

Internet e impressos - A recomendação também orienta que, sempre que houver compatibilidade técnica, os recursos sejam estendidos à propaganda eleitoral na internet e nas redes sociais. Para materiais impressos, são indicados recursos como texto alternativo para descrição de imagens e impressão em braile, conforme as regras eleitorais aplicáveis.

Outra orientação é que candidatos adotem a autodescrição no início das falas, com um breve detalhamento de suas características físicas, vestimenta e ambiente.



Inteligência Artificial - Nos casos em que forem utilizadas ferramentas de inteligência artificial para produzir legendas, audiodescrição ou tradução para Libras, a recomendação determina a observância das regras de informação e rotulagem previstas pela Justiça Eleitoral e a revisão humana do conteúdo produzido.

O descumprimento das regras pode resultar em representação perante a Justiça Eleitoral, inclusive com pedido urgente para adequação imediata do material e suspensão da veiculação de peças sem acessibilidade. Em situações de descumprimento reiterado ou recusa deliberada, podem ser adotadas medidas mais graves, como multas e perda do tempo de propaganda.

 

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Rio Grande do Norte registra 28% de mulheres que vivenciaram violência doméstica nos últimos 12 meses sem declará-la como violência

 Atualização do Mapa Nacional da Violência de Gênero com dados da 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher permite comparar o cenário de violência doméstica declarada e não declarada entre as unidades da Federação

 

O Mapa Nacional da Violência de Gênero, recém-atualizado com os resultados por unidade da Federação da 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, aponta o Rio Grande do Norte com 28% das mulheres que relataram ter vivido, nos 12 meses anteriores à pesquisa, ao menos uma das situações concretas de violência investigadas, embora não tenham declarado espontaneamente ter sofrido violência doméstica ou familiar. O resultado do estado oscila dentro da margem de erro da estimativa do país (29%), o que não permite classificá-lo como distinto do patamar nacional.


A análise, possível pelo cruzamento de dados — uma das premissas do Mapa Nacional da Violência de Gênero, plataforma mantida pelo Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), o Instituto Natura e a Gênero e Número —, evidencia a distância entre a violência vivenciada pelas mulheres e aquela que chega aos registros oficiais e, consequentemente, ao alcance das políticas públicas de proteção e acolhimento.


A 11ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo DataSenado em 2025, tem propósito semelhante: investigar o problema além das estatísticas oficiais do país. O levantamento ouviu 21.641 mulheres de 16 anos ou mais em todo o Brasil entre 16 de maio e 8 de julho de 2025. A pesquisa tem amostra probabilística e nível de confiança de 95%.


“Ampliar a Rede de Proteção é fundamental, mas os dados mostram que precisamos olhar também para o que acontece antes de a mulher chegar na Rede. Uma política pública só consegue proteger plenamente quando as mulheres têm informação para reconhecer a violência, conhecem seus direitos e encontram caminhos acessíveis e seguros para buscar ajuda”, afirma Maria Teresa Prado, coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal.

Gráfico 1 – Percentual de mulheres que vivenciaram situações de violência nos últimos 12 meses sem declará-las espontaneamente, por unidade da Federação

 

O levantamento realizado pelo DataSenado revela que 21% das potiguares já sofreram violência doméstica ou familiar provocada por um homem ao longo da vida. Entre essas mulheres, 18% afirmaram ter passado por esse tipo de violência nos 12 meses anteriores à pesquisa, realizada em 2025. Entre as mulheres que declararam ter sofrido violência provocada por um homem, 86% relataram violência psicológica, 82% violência moral e 80% violência física. Em 66% dos casos, o agressor era o marido ou companheiro da vítima no momento da agressão. Do total de vítimas no estado, 20% ainda convivem com a pessoa que as agrediu e, destas, 82% moram com o agressor.


Nas situações de violência mais grave, 49% das entrevistadas afirmaram que o agressor estava bêbado, 45% relataram ciúmes e 43% disseram que ele estava inconformado com o término ou tentativa de término do relacionamento. Já para 75% das mulheres que encerraram o relacionamento com o agressor, a violência teve muita influência na decisão. O impacto na rotina diária foi sentido por 70% das vítimas, enquanto 63% disseram que o convívio com outras pessoas foi afetado, 48% relataram impactos na vida profissional ou trabalho remunerado e 40% disseram que seus estudos foram impactados.


“Os dados ajudam a romper com uma leitura da violência doméstica como um episódio isolado e que a violência não termina quando a agressão acaba. Ela reorganiza a rotina, afeta relações, trabalho, renda e as possibilidades que uma mulher tem de tomar decisões sobre a própria vida. Quando olhamos para esses dados em conjunto, conseguimos entender que enfrentar a violência de gênero exige mais do que responder à agressão: exige políticas capazes de olhar para as condições que permitem que essas mulheres reconstruam suas vidas”, afirma Vitória Régia da Silva, diretora executiva da Gênero e Número.


A pesquisa aponta que o conhecimento sobre os instrumentos de proteção permanece limitado. Embora 94% das mulheres tenham afirmado conhecer ou já ter ouvido falar da Delegacia da Mulher e 78% o Ligue 180, 70% dizem conhecer pouco a Lei Maria da Penha e 11% afirmam não conhecer nada sobre a legislação. Em relação às medidas protetivas, 69% relatam conhecê-las pouco e 17% afirmam não ter conhecimento sobre o recurso.

 
A Delegacia da Mulher é o serviço de proteção mais conhecido pelas potiguares, citado por 94% das entrevistadas, seguida pela Defensoria Pública, com 86%, pelo CRAS ou CREAS, com 81%, e pelo Ligue 180, com 78%. Ao mesmo tempo, 68% afirmam conhecer alguma amiga, familiar ou pessoa próxima que já sofreu violência doméstica ou familiar. Os dados indicam ainda que 76% das potiguares perceberam aumento da violência doméstica e familiar contra as mulheres nos 12 meses anteriores à pesquisa e que 70% enxergam o Brasil como um país “muito machista”.


No Brasil, 93,6% das vítima não reconheceram a violência doméstica como tal ou não buscaram proteção policial
 

Das quase 29 milhões de mulheres que sofreram violência doméstica ou familiar nos últimos 12 meses no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, 24,97 milhões de mulheres, cerca de 87%, relataram situações concretas de violência sem nomeá-las espontaneamente como violência. Quando se soma a esse grupo 1,87 milhão de mulheres que declararam ter sofrido violência, mas não acionaram a delegacia, o Ligue 180 ou o 190, chega-se a 26,84 milhões de brasileiras, ou 93,6% das vítimas na lacuna entre a violência vivenciada e a busca por proteção policial.


Para Beatriz Accioly, Gerente de Políticas Públicas pelo Fim da Violência contra as Mulheres do Instituto Natura, esses dados mostram que o problema é maior do que os registros oficiais conseguem captar. Muitas mulheres vivem situações de violência sem nomeá-las dessa forma e isso significa que a necessidade real de proteção e atendimento é muito maior do que a que hoje chega às delegacias, aos serviços de saúde e à Justiça.


“Para quase 25 milhões de brasileiras, a violência aparece apenas quando perguntamos o que aconteceu, mas desaparece quando perguntamos diretamente se elas sofreram violência. Isso revela uma barreira anterior ao próprio acesso à política pública: reconhecer e nomear o que se está vivendo. Se a mulher não reconhece o que vive como violência, torna-se muito mais difícil procurar proteção e acolhimento. Por isso, informação de qualidade não é algo acessório: é parte fundamental de qualquer política pública de enfrentamento à violência contra as mulheres. Não basta que a rede esteja preparada para acolher quem chega; precisamos também criar caminhos para alcançar quem ainda não consegue reconhecer que pode buscar ajuda”, afirma Beatriz.


De acordo com o levantamento, apenas 4% das brasileiras declararam ter sofrido violência doméstica ou familiar nos últimos 12 meses. Porém, ao serem questionadas sobre situações específicas de violência, sem que o termo fosse citado na pergunta, esse percentual sobe para 33% das brasileiras que relatam experiências compatíveis com violência doméstica. Isso significa que 29% da população feminina brasileira vivenciaram essas situações sem identificá-las e nomeá-las espontaneamente como violência.


"Creio que a grande contribuição do Senado Federal seja revelar a realidade da violência doméstica contra as mulheres, em todas as unidades da Federação, e, mais importante, expor claramente como esta realidade ainda está muito distante dos registros oficiais de todas estas localidades, logo, do alcance de políticas públicas efetivas. O Mapa Nacional não é apenas mais um agregador de dados sobre o tema, ao contrário, é talvez o principal instrumento público, efetivo, capaz de expor, comparar, confrontar e mudar a realidade vivida, a cada 12 meses, pelas mulheres no Brasil”, afirma José Henrique Varanda, coordenador do Instituto de Pesquisa DataSenado.
 

Acesse o Mapa e a Pesquisa.

Eclipse parcial da Lua nesta quinta-feira será visto em todo o Brasil

Um eclipse parcial da Lua poderá ser observado em todo o território brasileiro entre a noite desta quinta-feira (27) e a madrugada de sexta-feira (28). O fenômeno começa às 23h34, pelo horário de Brasília, quando a Lua inicia sua entrada na parte mais escura da sombra projetada pela Terra.

O máximo do eclipse acontecerá às 1h13, quando aproximadamente 96,2% do disco lunar estará encoberto. A fase parcial terminará às 2h52, enquanto o eclipse penumbral será encerrado às 4h02.

Segundo a astrônoma Josina Oliveira, do Observatório Nacional, o fenômeno acontece quando a Lua atravessa a sombra da Terra, formada pela iluminação do Sol. A sombra possui duas regiões: a penumbra, mais clara, e a umbra, mais escura.

No início, quando a Lua estiver apenas na penumbra, a mudança será praticamente imperceptível. A partir das 23h34, porém, será possível perceber gradualmente uma parte do disco lunar ficando mais escura. Conforme o eclipse avança, a sombra dará a impressão de estar “mordendo” a Lua.

Próximo ao máximo, quando 96,2% da Lua estiver obscurecida, o satélite natural poderá apresentar uma tonalidade avermelhada antes de começar a sair da sombra da Terra.

Observação a olho nu

Diferentemente dos eclipses solares, o eclipse lunar pode ser observado a olho nu, sem necessidade de óculos ou filtros especiais. O fenômeno poderá ser visto de qualquer ponto do Brasil, desde que as condições meteorológicas permitam.

Para uma boa observação, o ideal é procurar um local com céu aberto e pouca iluminação artificial. A Lua estará bem alta no céu durante o fenômeno.

Horários do eclipse

  • 23h00 (27/08): início da transmissão do Observatório Nacional;
  • 23h34 (27/08): início do eclipse parcial;
  • 1h13 (28/08): máximo do eclipse, com 96,2% de obscurecimento;
  • 2h52 (28/08): fim da fase parcial;
  • 4h02 (28/08): fim do eclipse penumbral.

O fenômeno também será transmitido ao vivo pelo Observatório Nacional, a partir das 23h, pelo horário de Brasília, em seu canal no YouTube.

Para quem estiver em estados que adotam outro fuso horário, o fenômeno ocorrerá no mesmo instante, mas será necessário ajustar o horário do relógio conforme a diferença em relação a Brasília.